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O Censo Fitness foi criado com o objetivo de levantar dados que mostrem a realidade do mercado fitness brasileiro nas áreas de vendas, marketing e gestão. A pandemia do Coronavírus  forçou todos os mercados a se adaptarem a novos desafios e comportamentos, e por isso, torna-se mais do que urgente termos fontes confiáveis que ajudem os gestores a projetarem o futuro de seus negócios com mais segurança. 

O Censo mostra que as academias tradicionais ainda lideram no país, representando 51,1% dos negócios com 1 unidade. Aqueles com mais de 6 anos de mercado representam 71,3%  e os com mais de 10 anos de atuação representam 50,2%, o que mostra que temos players experientes e que contribuem para um mercado ainda mais profissional.

 No que se refere a modalidades, as principais oferecidas nas academias são musculação, com  75%, treinamento funcional (67%) e ginástica com 56%. 

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Pandemia

A pandemia, infelizmente, forçou gestores a reverem seus processos e a cortar gastos. Um dos pontos mais afetados, sem dúvida, foi com relação ao número de funcionários. A faixa entre 10 e 20 colaboradores foi a que apresentou maior variação (-52,7%) no número de empresas que relataram possuir essa quantidade de funcionários em seu quadro de pessoal antes da pandemia.

Empresas com mais de 30 colaboradores tiveram uma expressiva diminuição: -31,4%; mas por outro lado, empresas com o número de colaboradores entre 1 e 5 tiveram um aumento de 38,1%.

Tudo isso escancara a realidade que a pandemia trouxe: o encolhimento do mercado, com fechamento de empresas e diminuição dos postos de trabalho.

 

O número de clientes, claro, também foi afetado. A faixa de maior variação foi na quantidade de empresas que relataram possuir até 100 clientes, um aumento de 75% depois da reabertura. 

Ao mesmo tempo, houve redução na quantidade de empresas com mais de 200 clientes, de 62,9% para 49,5%, e aumento no número de empresas com até 200 clientes, de 37,1% para 50,5%.

Faturamento

Tendo como base o faturamento bruto anual pode-se afirmar que o mercado de fitness é composto majoritariamente por micro e pequenas empresas que faturam até R$ 360mil/ano (36,2% antes da pandemia e 47,5% após a reabertura) e entre 360 mil até 4,8 milhões/ano (51,6% antes da pandemia e 44,6%¨após a reabertura). Somadas, as ME e EPP correspondiam a 87,8% do mercado nacional antes da pandemia, percentual que passou para 92,1% após a reabertura.

Os dados sobre faturamento bruto das empresas fornecem evidências adicionais para se afirmar que o mercado de fitness encolheu durante a pandemia. Há uma maior quantidade de empresas faturando menos e uma menor quantidade de empresas faturando mais. 

Aumentou em 31,9% a quantidade de empresas faturando abaixo de R$ 40 mil/mês e diminuiu em 35,4% a quantidade de empresas na faixa de faturamento entre
R$100 mil e R$500 mil/mês. A quantidade de empresas presentes na faixa de faturamento entre R$ 40 mil e R$ 80 mil/mês também foi reduzida em 18,5%.


É fato que nos deparamos com uma realidade totalmente nova no pós-pandemia, e traçar novas estratégias para construir um negócio sólido na retomada e aumentar o número de alunos é o grande desafio. Tenha acesso à pesquisa completa em https://censofitness.com.br/ e veja mais dados sobre receita, vendas, processos, equipes e muito mais! 

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Autor

Publicitária pela PUC-GO (Pontifícia Universidade Católica de Goiás) e Copywriter na empresa Pacto Soluções.

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