Muito se fala em estratégias e demais ações para atrair novos clientes mas muitos gestores se esquecem daqueles que já estão dentro da academia. Agora, você já parou para pensar que quem deve ter maior importância é o aluno que está na sua academia todos os dias? Cuidar da sua carteira de alunos é muito mais barato do que correr atrás de novos porque você não precisa realizar promoções mirabolantes ou gastar dinheiro com a divulgação da sua marca. O que é necessário, é algo muito mais simples e mais barato: o professor.

Muitas vezes os professores não recebem a importância que deveria, porém, eles são o elo que sustenta a conexão entre seu aluno e sua academia. A convivência diária torna o relacionamento entre aluno e professor algo muito mais intenso do que simplesmente uma troca de serviço, pois o aluno enxerga o professor como alguém de confiança e que está ao seu lado na trajetória que foi traçada no momento em que ele assinou o contrato e pagou a primeira mensalidade.

Só que muitas vezes essa conexão pode sofrer algumas interferências e falhas indesejáveis, e de herói, nosso professor passa a interpretar o papel de vilão. No final, o aluno se sente desconfortável e na maioria dos casos cancela o contrato e muda de academia.

E como resolver isso?

Veja algumas dicas que criamos para que você entenda pela visão de um usuário real de academia que resolver esse tipo de problema é algo mais simples do que imagina:

 

1.Não dá pra ficar parado

É nítido que em alguns momentos do dia a academia recebe um um baixo fluxo de alunos, e consequentemente os trabalhos dos professores passa a ficar mais tranquilo e menos tumultuado. Agora, o que não pode acontecer é o seu professor ficar parado ao invés de interagir com outros alunos, independente do volume de alunos na academia. Não é porque um aluno faz parte da carteira de outro professor, que todos não podem auxiliar ou simplesmente dar dicas para que o aluno tenha um melhor rendimento.

Muitas academias pecam nesse ponto, e a sensação que o aluno tem é de abandono e falta de compromisso.

Como resolver?

Simples: realize reciclagens com professores antigos de casa. E para os novos professores contratados, realize um treinamento inicial com tudo que ele precisa saber antes de ir para a academia, uu seja, eduque, ensine, mas não deixe que essa sensação de abandono seja percebida pelo aluno. Peque pelo excesso, não pela falta.

 

2.Apelidos são legais, mas não exagere

Com o estreitamento da relação entre aluno e professor, é comum que brincadeiras aconteçam e as famosas zoações acontecem com mais frequência. E uma das brincadeiras mais comuns é o de criar apelidos que remetam ao outro. O problema é que em quase todos esses tipos de brincadeira, o limite não existe, tornando o que era pra ser algo descontraído, uma situação desagradável e constrangedora.

Como resolver?

Novamente, entramos em uma situação em que existe a necessidade de um acompanhamento educacional, e para isso, é necessário que você monitore alguns momentos em que exista as famosas rodinhas de conversa e analise o tipo de tratamento que seu professor está oferecendo ao aluno, logo após, pergunte ao aluno se ele se sente confortável com esse tipo de tratamento. Dessa forma você mostra interesse no bem estar do seu aluno e com certeza o nível de satisfação aumenta!

E quanto ao professor, faça feedbacks frequentes sobre o comportamento que ele apresenta e como ele trata os seus alunos. É importante deixar claro que o ambiente deve ser leve mas tudo possui um limite, e uma vez que ele é extrapolado só percebemos quando o aluno cancela o contrato.

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3. Acompanhamento é fundamental

Em alguns momentos é muito fácil perceber que o professor perde o foco e se distrai, e muitos detalhes passam despercebidos, como por exemplo, um aluno realizando movimentos incorretos e correndo o risco de se lesionar. Mas uma situação pior é quando o aluno percebe que precisa de ajuda e os professores não colaboram. É corriqueiro os alunos se depararem com a seguinte situação:

– O aluno precisa de ajuda mas o professor está ausente, nesse momento um outro professor que não é responsável por ele, o observa realizando movimentos errados ou precisando de algum tipo de ajuda.

E o que ele faz?  NADA!

Essa talvez seja a situação mais frustrante para um aluno, mas é algo muito comum e recorrente em várias academias.

 

E como resolver?

Realize pesquisas ativas com alguns clientes, e faça perguntas sobre a performance do professor. Pesquisas rápidas ou até mesmo conversas informais são excelentes maneiras de adquirir dados relevantes sobre a qualidade do serviço oferecido.

O fato é:  monitorar essa situação é necessária para que você consiga entender onde existem gargalos, ou até mesmo falta de compromisso por parte do professor. 

Entenda:

O aluno precisa estar sempre motivado, precisa ter acompanhamento de perto, precisa de alguém para confiar na academia. E quem carrega sua marca e a responsabilidade de entregar o que foi prometido é o professor.  Acompanhamento e cuidado com o aluno é algo que deve ser feito em excesso.

 

4. Ser chato as vezes é necessário

Praticar academia por praticar não rola! Os resultados têm que aparecer! A morosidade em ver os resultados é algo que causa incômodo para os alunos, e claro, estes resultados não dependem apenas dos professores. Existe uma série de fatores que estão ligadas diretamente ao aluno para que os resultados apareçam, mas independente disso, o professor precisa ser CHATO, precisa pegar no pé, pois essa é a única forma de mostrar o real comprometimento com o resultado do aluno.

Como resolver?

Invista em tecnologia para monitorar melhor a evolução de seus alunos e ao mesmo tempo a produtividade de seus professores. Atualmente existem soluções em aplicativos que oferecem uma gama de recursos que trazem uma série de benefícios, como por exemplo, o monitoramento do índice de massa corporal, medidas, peso e relatórios precisos sobre a evolução do aluno.

 

5. Alunos preferidos causam “ciúmes”

Em alguns casos é possível perceber que o professor oferece suporte para determinadas pessoas mais do que outras. As famosas rodinhas de conversa se prolongam por vários minutos, fazendo com que ele não tenha a possibilidade de acompanhar outras pessoas. Isso é perceptível na visão do aluno, o que gera uma sensação de descaso.

É claro que nem sempre o relacionamento entre aluno e professor chega a um nível alto de intimidade, e quando isso acontece é natural que o professor passe mais tempo com quem ele se relaciona melhor.

Como resolver?

Seus professores precisam ser instruídos para que exista uma linearidade no atendimento aos alunos. Obviamente, existirão casos em que um aluno ou outro será mais bem assistido pelo professor, o que não pode acontecer é o fato de existir um atendimento exclusivo para alguns e para outros não.

Faça uma análise exploratória na academia e  pesquisas informais com os próprios alunos em um formato de bate-papo. Dessa forma, eles estarão mais propícios a dizer de maneira aberta se existe o sentimento de exclusividade para alguns alunos.

Faz sentido pra você? Você, gestor, tem o hábito de avaliar o rendimentos dos seus professores?

 

 

 

Autor

Publicitária pela PUC-GO (Pontifícia Universidade Católica de Goiás) e Copywriter na empresa Pacto Soluções.


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